Gerador de zine

Olá! Seja bem vinde ao gerador de zine. Zine ou fanzine como a gente gosta de chamar. Um zine é nada mais nada menos que um gibi de baixo custo. Algumas páginas de papel dobrada com alguma coisa pra dizer e pronto. Dentro vai ter textos e figuras produzidas pelo próprio autor, grupo de autores, ou ainda roubada de livros, revistas, internet. As pessoas fazem fanzines sobre as coisas mais diversas que você pode imaginar e a graça é você criar o seu próprio, distribuir ou vender entre os seus amigos e conversar com eles a respeito. Abaixo você tem um zine pronto para ser impresso gerado aleatoriamente a partir de conteúdos selecionados previamente pelo Estúdio Daó.

Para montar seu zine, você precisa de uma impressora e 4 folhas de sulfite.

Com esses materiais em mãos:

  1. Clique no botão imprimir abaixo ou no menu do seu navegador;
  2. Você vai precisar imprimir frente e verso. Se sua impressora tenha essa opção é só seleciona-la e seguir as instruções, caso não tenha é só fazer esse processo manualmente. O jeito mais fácil é você colocar primeiro para imprimir todas as páginas ímpares (1, 3, 5 e 7) e depois você vira as folhas, coloca novamente na impressora e pede para imprimir as páginas pares (2, 4, 6 e 8).
  3. Com as folhas impressas é só dobra-las ao meio e seu zine tá pronto!

Obs.: A impressão do zine funciona melhor no navegador Chrome.

ZINE GERADO ALEATORIAMENTE
A PARTIR DE CONTEÚDOS SELECIONADOS PREVIAMENTE

A condição humana

Hannah Arendt

A rigor, a esfera dos negócios humanos consiste na teia de relações humanas que existe onde quer que os homens vivam juntos.

Autogestão

Flicts

Você come restos
Vive na humilhação
Grite por justiça
Diga não à exploração!
Tenha consciência
Engrosse a revolução
Tenha seu futuro
Seu futuro em suas mãos!

Refrão (4x)
Mate seu patrão e implante
A autogestão!

entrevista ao site o joio e o trigo

PAOLA CAROSELLA

Se cozinhar vira um bicho de sete cabeças… Quando eu engravidei e tive que fazer a compra do enxoval do bebê, chegou uma lista. Eu quase tive um surto, mas de verdade, eu passei horas e horas aflita porque eu não sabia o que era um mijão. Nem para que servia e porque você precisava disso. E eu ficava olhando para a lista e eu lembro que pensei: “imagina as pessoas quando leem em uma receita e sentem isso que eu estou sentindo agora.”

É um desespero. Só que, para mim, cozinhar era uma bobagem. Se eu chego na minha casa e tem uma cebola, um ovo e um pedaço de pão, eu faço um jantar, e não faço um pão com ovo. Eu posso fazer ovos cremosos com cebola dourada e uma farofa de pão refogada na manteiga e eu vou na horta, pego salsinha, depois eu pego uma rúcula, faço uma salada, coloco do lado.

Entendeu? Eu sei cozinhar. Mas na hora que eu olhava essa lista do mijão e do não sei o que eu fiquei passada, eu falei “o que é isso?”, eu precisei que me ensinassem, eu precisei falar com mães. E eu não tenho mãe, não tenho família aqui, eu precisei arrumar umas pessoas por perto que me explicassem o que é que era a porra do mijão.

Enfim, é importante saber cozinhar para poder cozinhar sem tempo. Nem todos os dias você vai para cozinha e fala “ai, hoje eu vou fazer essa receita da minha família, esse ravioli recheado de blabla que demora quatro horas”. Eu faço isso, uma vez por semana, mas todos os dias não.

Sei lá geométrico

@giuliafagundes______

Fora carros

xis

@giuliafagundes______

Da república

Cícero

Por povo deve-se entender (…) uma assembléia numerosa de homens associados uns aos outros por (…) uma certa comunidade de interesses.

A Revolução Urbana

Henri Lefebvre

A forma do espaço urbano evoca e provoca essa concentração e essa dispersão: multidões, acumulações colossais, evacuações, ejeções súbitas.

Tome cuidado com a cultura da publicidade

Gustavo Gitti

Você entra no que parece ser um centro cultural, mas é uma agência de publicidade. Você lê um manifesto sobre como mudar o mundo, mas é apenas um quadro na parede para não ficar tão evidente que ali se faz publicidade.

Parece que você está no cinema. Mas você se ouve falando no celular: “Ah, eu tô aqui no da Augusta…”. Não seria errado dizer que você está num banco que por acaso também passa filmes.

Você lê a descrição do Instagram e aquilo parece ser um movimento espiritual focado na compaixão, mas basta um pouco de pesquisa para descobrir que é uma empresa de consultoria.

Você acha que está em um debate sobre filosofia, mas é uma “ação”, um evento, um circo montado, uma armadilha. Sua fala não será ouvida. Ela será envelopada como “conteúdo” para que a marca seja associado com algo mais do que o produto.

Você compartilha uma notícia, mas aquilo é parte de uma campanha publicitária ou mero clickbait para alguém ganhar alguma grana com anúncios.

Você acha que está abrindo uma conversa sobre um tema importante…Acorde: você acabou de fazer uma “talk inspiradora”. Seu papel foi cumprido. Ao descer do palco, já tem outra pessoa falando e enchendo as pessoas com mais slides. Depois você ouvirá algo como "Gratidão por sua palestra inspiradora", mas não muito sobre os pontos que tentou levantar.

Você chora com uma história de superação, mas é um comercial vendendo tênis.

Você acha que é uma novela, mas é uma história real aparecendo na tela do ônibus. E quando você acha que é real, é uma cena da novela. O design é o mesmo: imagem e legenda embaixo. Tudo é "conteúdo" na cultura do entretenimento, vocês entendem?

Tranças fractais

Eglash_Ron_African_Fractals_Modern_Computing_and_Indigenous_Design.pdf

Kalunga, Lágrimas de Sal

Salloma Salomão

O mar é fruto da saudade
chorei lágrimas de sal
Quem deixou o seu amor pra traz chorou
Quem deixou a sua ngoma*

Chorou Cuba, chorou Luba
Bakongo** também chorou
Suahili** também chorou

Chorou Kuba**, chorou
Luba** também chorou
Maxangane** também chorou

* Ngoma no Brasil tem significado de tambor ou casa (Goma da gíria paulista).
Dependendo da região da África mantêm este os sentidos podendo ser também festa.

** Designação de grupos étnicos africanos de áreas diversas

Ninfa

La Leuca

Ninfa
No limite da cria
Do ventre
Do vencer
Vulgar

E pra sobreviver
Manco devagar
O preço
Um prato
Um lar

O escuro é meu
Me deixa achar
Meu fim
Meu sim
Meu dar

Ninfa
Vivendo de ar
Ainda
Nem sabe
Amar

Colgate

Lupe de Lupe

O sol se pôs
Mas eu não vi
Eu vejo tanta tristeza nos dentes brancos de quem ri
A juventude é esperta demais
Tem dias que

Quando eu penso na morte
Minha pele diz pra eu distrair
Hoje eu não quero sair
E ouvir nem dois minutos
Do que você tem pra me dizer sobre não ter ninguém

Meus parabéns
Você retornou
Li na sua mensagem que o ciso torto é o que mais dói
O nosso corpo é fraco demais
Meu coração
Agora pulsa manchado, laçado numa cicatriz
Hoje eu não quero sair
E ouvir nem dois minutos
Do que você tem pra me dizer sobre não ter ninguém

Ilha do Mel

Giovani Castelucci